segunda-feira, 10 de maio de 2010
de um certo modo
nos temos medo, medo de nos entregar, de demonstrar sentimentos, de ser verdadeiro e se doar cem por cento, em algum momento da vida no auge da nossa ingenuidade arcaica nos vemos e idealizamos uma vida sintética e sem um pingo de verdade, achamos que tudo é real quando não passa de uma indecente ilusão … a gente acaba se entregando para quem não deve, acaba se abrindo para quem não merece e como um supetão o golpe de realidade nos atinge como um baque, é difícil acreditar … quando vc idealizou que aquela pessoa com quem você compartilhava sua vida e seus momentos era verdadeira, mas tudo não passou de uma farsa, revestida de interesses e intenções obscuras, mas que para aquele indivíduo estavam claras desde o começo … com o passar do tempo de tanto nos enganar, acabamos vestindo um véu que nos oculta, oculta daquela fantasia, ao qual não queremos mais vivenciar ! a verdade é que … de tanto apanhar, a gente acaba tentando se defender, não diria que da melhor forma … mas da forma mais instintiva que poderia ser! se escondendo dos sonhos e não acreditando mais neles … por que? a realidade é mais dura … e não choca tanto.
o meu sonho que foi roubado …
na minha cabeça, na minha cabeça, na minha fantasia, na minha mente, na minha ilusão, tudo era diferente … tudo era como eu sempre aprendi a ver nos cinemas, tudo era perfeito, uma perfeição intocável, impenetrável, uma perfeição tão perfeita que até os defeitos vinham com um certo tom de coisa certa … mas tudo muda quando é realidade né, tudo é diferente, tudo sai pelo avesso … o meu avesso me deixa descontente, não me deixa nem um pouco alegre, meu avesso é disfuncional .. me deprime e não me anima, meu avesso é tudo aquilo que eu não queria, meu avesso … é você, eu gosto de você, mas não gosto do seu eu, o seu eu é o meu avesso, e o meu avesso é a causa da minha noite de insônia e dores de cabeça constantes.
vazio
algo … algo … algo … algo … algo … algo .. algo . algo … ainda não sei o que, ou quem, ou quando, ou por que . . . mas sempre é algo. não sei se me faz bem, mal ou causa indisposição. acontece que hoje esvaziei tudo .. parei de pensar, parei de sentir, parei de prestar atenção, não parei para ninguém, parei para mim … parei o meu eu! acontece que foi tão bom, acho que deveria parar mais vezes.
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